Na última vez que aqui escrevi estava "de mal com a vida" pois tinha chegado atrasada por ter andando enfiada dentro do armário do WC à procura do fenistil... Mal sabia eu que o dia seguinte ia ser o início do fim e o quanto ia desejar que todos os meus males fossem procurar a pomada para picadas de mosquito.
No dia 5 comecei a perder o meu pai.
O cancro roubou-mo sem pedir licença. Instalou-se às escondidas, envolto em silêncio e sem percebermos nem como nem porquê, levou-mo no dia 23.
Ainda não acredito!
Não me sai da cabeça a sua última imagem, possuido pela morfina, contorcido com dores... e choro!
Meu querido pai, que falta me fazes... Que saudades!
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